Na
Escola de Cabos, sob o comando do recém-promovido alferes Barroso, aprendemos
mais um bocado de treino militar, como era óbvio. Desde o desmontar e montar
armas, também ficámos a saber as propriedades de certas armas nucleares, com
relevo para a bomba atómica. As defesas possíveis para minimizar os efeitos da
explosão daquela, que acarreta o aparecimento de uma luz muito brilhante um
calor muito intenso e as radiações nucleares iniciais, que se propagam, com exceção
dos neutrões, a 300 000km/s. Os efeitos da energia libertada são o calor, o
sopro e a radioatividade.
Também
se abordaram temas relacionados com a guerra biológica e a guerra eletrónica.
A
definição, utilização e diferenças entre abrigos e máscaras durante um
tiroteio, eram outras matérias que também nos eram ministradas; topografia e
orientação faziam ainda parte do curso.
Para
que conste, a honestidade intelectual, ou a falta dela, tanto se manifesta na
vida civil, como na militar. Isto, para referir que o esforço e dedicação de
uns, não foram devidamente compensados, em termos classificativos, comparativamente
a outros, que nada fizeram. Enquanto que os primeiros (onde me incluo) se
esforçaram e levaram a sério esta fase, outros dedicavam-se à sonolência, batendo
as sua belas sornas debaixo dos pinheiros, naquelas quentes tardes de verão. No
fim, houve malta de outros pelotões que, não sabendo sequer o B-A-BA, acabaram
por obter classificações muito superiores aos do nosso. Era a grande diferença
entre o brio militar do alferes Barroso e outros comandantes de pelotão de “vão de escada”. Mas o “crime” compensou-os.
Próximo cap. IV - Na BA2 - Ota
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